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 Ellyn Ströh

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Ellyn Ströh
Bardo
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Mensagens : 22
Data de inscrição : 25/08/2009

MensagemAssunto: Ellyn Ströh   Seg Ago 31, 2009 11:55 pm

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Nome: Anaise (Nisii, fica mais fácil)
Idade: 19
MSN/e-mail: nisefree@yahoo.com.br / nisii00@yahoo.com.br (msn e e-mail respectivamente)

PERSONAGEM

Nome: Ellyn Ströh
Sexo: Feminino
Idade: 18
Região: Edoras, Rohan
Raça: Humana média
Classe: Barda
Artista do Avatar: Não é ninguém famoso, é uma moça do deviantart. Aqui o link do deviantart dela: www.faestock.deviantart.com

Descrição física: Tem os cabelos loiros e longos, bastante escorridos, que prende para trás com uma bandana. Seus olhos são azuis e muito claros, É pequena se comparada aos outros humanos. Deve ter um pouco mais de um metro e meio. Usa roupas simples, com apenas um detalhe a mais: sua saia é amarrada em volta do quadril por um laço, sendo mais fácil remove-la. Usa uma calça por baixo da vestimenta feminina. Suas botas são de um couro leve e flexível. Seu corpo embora pequeno é forte, ágil e flexível. Pode não ser tão forte quanto guerreiros ou homens que fazem trabalho braçal constante, mas possui os músculos do corpo relativamente mais fortes e definidos que uma mulher normal.

Descrição psicológica: Coragem. Esta seria a melhor característica que define Ellyn. Não coragem no sentido de sair por aí enfrentando sem pensar criaturas e pessoas mais fortes que ela (afinal isto não é coragem, é burrice). Corajosa no sentido de que não tem receio ou medo de fazer o que precisa fazer, não foge dos desafios pequenos ou das montanhas que colocam à sua frente. Digamos que quando o momento chega, ela faz o que for preciso. Isto não quer dizer que ela não tenha medos ou receios, simplesmente que é muito raro se deixar vencer por eles. Tem muita dificuldade em ser sincera com as pessoas. A vida, desde que seu pai morreu, ensinou-lhe que não se pode confiar nas pessoas...e este é seu maior medo. Não costuma falar muito de sua vida antes de “A Incrível Ellyn Ströh, cavalariça de Edoras”, na verdade dificilmente conversa sobre si mesma, embora desfrute de conversas casuais. Na verdade, Ellyn é uma criatura extremamente simpática. Deixa-a absurdamente indignada que duvidem de sua capacidade como amazona, ou que duvidem de sua capacidade com quaisquer habilidades que ela tenha.

Equipamento:

- Espada curta
- Corselete de couro
- Provisões de viagem (1 semana)

História:

Esta história não é uma história de felicidade plena. Tampouco é uma história somente de tristezas. Este é o passado de Éllyn Ströh

Era uma noite fria de outono em Édoras. A casa não era muito suntuosa, mas também não eram pobres. Tinham uma vida relativamente boa, Alinor e Rowanir, e naquela noite Alinor estava prestes a presentear seu Eorlingas com uma criança. Um filho, se assim lhe fosse permitido.

A noite avançava e os berros não cessavam. Pelo fim da madrugada, ela nasceu...uma garota. Era um bebê pequeno, franzino. Seu choro ecoava pelo quarto de sua mãe enquanto a parteira limpava-lhe o sangue. Alinor jazia fraca em seu leito, a tez pálida e suada, o corpo tremendo de cansaço e de esforço. A parteira a encarou por uns segundos. Sabia que ela não sobreviveria. A mulher colocou com cuidado a garota nos braços da mãe, enquanto sua ajudante chamava o marido às pressas. Alinor contemplava a filha com um sorriso. Não era um garoto...mas era linda. Pequenina e linda. Rowanir entrou no quarto correndo e em desespero. A pessoa que mais amava estava para deixar este mundo. Suas mãos tremiam enquanto esforçava-se para não chorar. Ajoelhou-se ao lado da mulher, que fitou-o nos olhos entregando-lhe a criança.

Rowanir olhou para a criança, as lágrimas escorrendo pelos olhos em seguida olhou para a esposa, que colocou a mão sobre seu braço.
“Ela vai ficar tão linda quanto você...” O homem falou com a voz afogada pelo choro.
“Cuide bem dela...sim?”
E dizendo isso Alinor fechou os olhos e partiu deste mundo.
É irônico que a vida de uma pessoa tenha que começar com a morte de outra não?

Ellyn cresceu então, órfã de mãe, e fora amamentada por uma tia, Gwyn. Depois desta fase, a mulher não teve mais tanta importância na vida da garota (pelo menos não agora). Na verdade não era uma grande admiradora de Rowanir e sua prole, visto que culpava ambos pela morte de sua irmã. Os únicos momentos em que se viam eram quando seu pai deixava a cidade, e isto acontecia com uma freqüência relativamente grande, visto que Rowanir era um dos Eorlingas. No geral, não se falavam mais que o necessário. Gwyn apenas dirigia a palavra a Ellyn quando era para lhe ensinar boas maneiras ou lhe passar tarefas, ou culpá-la pela morte de sua mãe.

Ellyn não gostava da vida no campo. Os dias mais felizes que tinha na verdade era quando seu pai estava em casa. Seu pai, que ensinava-a a cavalgar e a brincar de espadas. Não ensinava-a a lutar por assim dizer, ensinava-lhe apenas alguns truques usando pedaços de madeira no lugar da espada e algumas coisas para que pudesse se defender. O homem não ligava para as reclamações de Gwyn a respeito de sua filha. Sua esposa pedira que cuidasse bem da garota e estava cuidando dela da melhor forma que podia. Da forma como sabia.
Rowanir a deixava montar em seu cavalo e ensinava-lhe coisas como a maneira de subir em um cavalo que já está em movimento, ou a maneira de descer de um animal em disparada, como saltar obstáculos, como montar de lado ou com uma perna de cada lado. Ensinava-lhe a rodopiar o graveto na mão como se fosse uma espada, a pender para o flanco do animal e acertar cabeças de orcs imaginários.
Eram dias maravilhosos. Ellyn queria ser que nem ele, mas não no sentido de guerrear. Queria sair da cidade, cavalgar, viajar, conhecer os lugares e pessoas.

Mas afinal, o que é a vida sem mais um pouco de tragédia?

Em seu oitavo aniversário o pai fora em uma viagem que demorou mais que o normal. Ellyn não entendia muito bem o que estava acontecendo. Sabia que estavam indo atrás de alguma coisa que estava pondo a cidade em perigo. Lá se fora mais uma vez para a casa de Gwyn. Não gostava dela. Era rude e lhe dava tapas na boca toda vez que achava que a menina era sem-educação, e isso acontecia pelo menos umas três vezes ao dia. Todos os dias pela manhã, antes de ajudar Gwyn com a horta, Ellyn ia esperar por seu pai nos portões da cidade. Também fazia-o ao anoitecer e ali cantava e tocava sua flauta. Músicas sobre damas esperando seus cavaleiros atrás do muro.
Passou-se algum tempo e ela continuava indo incansavelmente até o portão.
- Era só o que me faltava! Seu pai não voltar mais! Ou voltar morto...vou ter que ficar com você.
- Meu pai vai voltar! Ele sempre volta! Ele não ia me deixar sozinha com você! Você é má!
E mais uma vez tomou vários tapas. Não importava. Seu pai ia voltar. Tinha certeza. Gwyn estava sempre errada.
Mas não desta vez.
Era uma manhã fria quando a cavalaria voltou. Os cavalos arrastavam os cascos pesarosamente para dentro da cidade e os homens cansados inclinavam-se para a frente com a coluna frouxa em seus lombos. Ellyn procurava por seu pai ansiosa. Foi quando ela avistou de longe um rapaz que amarrara um outro cavalo junto ao seu. Ela reconhecia muito bem aquele animal. Era uma égua...Lenneth, a montaria de seu pai. Mas onde ele estava?
Ela correu na direção do homem. Reparou no meio do caminho que vários dos cavaleiros a olhavam com ar de pena. Alguns balançavam a cabeça negativamente. Ninguém quis lhe explicar o que acontecia até ela alcançar o rapaz que agora guiava Lenneth. Depois, foi a ela explicado que seu pai morrera para salvar um novato que perseguia um dos inimigos perto de um barranco. Lenneth sobrevivera mas Rowanir caiu. Conduziram uma busca, embora as chances de ele estar vivo fossem poucas. Seu corpo não foi encontrado, provavelmente levado pela correnteza.
Aquele foi o dia mais triste da vida de Ellyn. Ela não comeu, trabalhou sem reclamar, não abriu a boca o dia inteiro. A partir deste dia, passou a morar na casa de sua tia Gwyn e Ellyn nunca veio a detestar tanto uma pessoa quanto detestava Gwyn. Pra começar a primeira coisa que a velha fez foi vender Lenneth em uma feira. Conseguiram um ótimo dinheiro por ela, mas dinheiro nenhum pagaria a Ellyn o que aquele animal significava para ela. As únicas coisas que sobraram de herança de seu pai foram sua espada curta, que encontraram pelo rio, e um potro desmamado que Lenneth havia deixado...e que logo seria vendido, como Gwyn deixou a entender:
- Faça-se útil e treine este animal! Sabe treinar cavalos não é? Ainda bem que seu pai lhe ensinou alguma coisa que preste. Quando ele tiver idade suficiente pra ser vendido, nos livraremos dele também. Precisamos do dinheiro.
Todos os dias Ellyn ia cuidar do potro. Esta passou a ser sua tarefa e todos os dias ela se pegava conversando com a criatura, como se esta fosse capaz de lhe entender.
- Deve ter sido chato pra você perder sua família. Eu não sei quem é o seu pai, se soubesse te devolveria pra ele. Meu pai sumiu e me deixou com a bruxa velha. Mas não acho que tenha sido culpa dele.

Conversando com animais. Isso era meio patético mas fazia-a sentir-se melhor. Logo estava nos estábulos com ele a noite, cantando e tocando flauta. Isso parecia deixa-lo feliz. Ela o batizou de Arngrim. Era um bom nome, nome de um bravo guerreiro de uma das canções que conhecia. Um nome forte para um animal que com certeza seria forte.
Assim, ano após ano Ellyn cuidou do animal e quando tinha idade suficiente para ser montado, começou a treina-lo para montaria. Percebeu que ao longo dos anos fora se afeiçoando à criatura, como se tivesse nele um irmão e percebia que o animal também gostava muito dela. No inicio e no fim dos treinos seguia-a sempre, sem precisar que as rédeas fossem usadas. Agora, Ellyn começava a treinar com o animal os movimentos de emergência que seu pai lhe ensinara antes de partir. Já lhe dava saudades e um aperto no coração saber que assim que estivesse adaptado para estes exercícios seria vendido.

Ellyn agora estava em seu décimo quarto aniversário. Foi quando acordou, antes do sol nascer, com uma idéia meio maluca. Apanhou a espada curta de seu pai e correu até o estábulo. Arngrim a encarou imediatamente. Parecia espantado por ter alguém perturbando-o antes mesmo de raiar o dia. Ela colocou-lhe os arreios, as mantas e a sela e puxou-o para o cercado onde o treinava sempre. Era afastado da horta e Gwyn não iria até lá para saber o que estava fazendo tão cedo. Começou a treinar as manobras que seu pai lhe ensinara. A subida, os movimentos com a espada...a descida. Depois, tentou ir um pouco mais além. Descer e subir de um salto, logo depois de os pés tocarem no chão. Caiu na primeira tentativa, não desistiu.

Tinha que fazer algo útil. Não queria livrar-se da única família que conhecia. E por incrível que pareça, Arngrim de alguma forma parecia entender pelo menos um pouco do que estava acontecendo (ou talvez fosse só um devaneio de Ellyn). Todos os dias agora Ellyn ia treinar novos movimentos com o animal. Logo não precisava mais usar os estribos para cavalgar. Na verdade achava mais confortável ficar sem eles. Arngrim aprendeu a obedecê-la com comandos de voz e sons que fazia com a boca ou com as mãos.

Gwyn agora percebendo que já se passara tempo demais pressionava-a para vender o animal. Ellyn alegava que ainda precisava de mais treino. Que ele era muito selvagem e de fato, ensinara-o com seus comandos a se comportar como um animal desobediente na frente de Gwyn.

Queria tentar coisas diferentes. Talvez se arrumasse um meio de cavalgar sem a sela, somente com a manta. Então passou a tocar flauta e cantar para conseguir dinheiro. Tinha uma linda voz e tocava maravilhosamente, logo, conseguiu dinheiro para fazer o que queria. Pediu a um artesão que lhe construísse uma “sela” diferente. Era como uma grande alça que se encaixava no lombo do animal, com duas alças duras na parte de cima, onde podia apoiar as mãos. Nas laterais, haviam duas alças moles, que eram a coisa mais próxima de estribos que havia ali. Colocava isto por cima de uma manta somente, sem outro tipo de assento.

E treinou, treinou e treinou por mais dois anos com a sela especial (escondida de Gwyn é claro). Agora tinha dezesseis e Gwyn não ia mais esperar. Iria levar o animal para a feira na manhã seguinte. Porém Ellyn não estava com medo. Já tinha um plano. Naquele dia pôs por baixo da saia uma calça velha de seu pai. Era um pouco folgada em seu corpo pequeno e teve que prende-la com alguns panos, mas no fim deu certo. Agradou o animal pela manhã e preparou-o. Colocou as mantas e sua “sela” especial no animal. No caminho para a feira convenceu a tia de que aquilo era apenas um artefato que havia comprado que permitia que mais carga fosse amarrada ao animal.

Ela mentia muito bem. Ao chegarem na feira Gwyn foi vender seus vegetais mandou que esperasse ali com o animal. Era sua deixa. Ellyn tocou sua flauta com emoção, a canção mais animada que pôde se lembrar e quando achou que tinha chamado atenção o suficiente anunciou:
- Damas e Cavalheiros de todas as idades, venham todos presenciar uma apresentação que não se vê todos os dias. O majestoso Arngrim, o cavalo inteligente e a incrível Ellyn, a maior cavalariça de todos os tempos!

Algumas pessoas riram, outras olharam curiosas. Sua tia olhou de longe com uma cara insatisfeita e Ellyn leu seus lábios dizendo “O que pensa que está fazendo?”
A moça bateu palmas e Arngrim curvou-se para as pessoas junto com Ellyn, que começou a fazer um som com a boca que lembrava o galope de um cavalo. Com a mão desenhou um semi-circulo no ar e o cavalo começou a galopar em um circulo grande, no ritmo de sua batida. Ela arrancou a saia (recebendo vários gritos de homens que assistiam e depois uma exclamação decepcionada, ao verem que por baixo dos panos ela ainda estava decente) e saltou sobre o animal. Fez uma série de acrobacias. Ajoelhou-se, deitou-se de lado...chegou até a ficar em pé e balançar a espada no ar por alguns segundos. Ao fim da apresentação estendeu uma bolsa e as pessoas, aos aplausos, jogavam-lhe moedas e mais moedas.

Entregou todo o dinheiro a sua tia e disse que continuaria trabalhando assim, desde que não tivesse que vender o animal. Ela não se opôs...era absurda a quantia de dinheiro que ela havia conseguido com uma apresentação tão curta e simples.
Logo Ellyn foi convidada a fazer exibições no palácio. Festas, jantares ou mesmo quando os nobres estavam entediados, lá estavam ela e Arngrim. A garota foi aperfeiçoando sua técnica e tornou-se uma verdadeira acrobata. Considerava-se de fato a melhor cavalariça do mundo, embora não o fosse de fato. Era apenas...uma artista. Uma acrobata.
Quando juntou dinheiro o suficiente deu adeus a sua tia e àquela cidade. Lembrou-se do sonho que tinha quando era menor. Viajar o mundo, conhecer todos aqueles lugares e todos aqueles povos que seu pai conheceu. Anões, elfos, outros humanos. Cidades maiores, cidades menores, estalagens.

Assim, hoje, Ellyn viaja pela Terra Média, buscando conhecer histórias, pessoas e costumes e falando para os outros do que sabe...(as vezes até do que não sabe) e apresentando-se com seu companheiro Arngrim.


Última edição por Ellyn de Édoras em Qua Set 02, 2009 12:54 am, editado 7 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Ellyn Ströh   Qua Set 02, 2009 12:41 pm

EQUIPAMENTO


# Espada Curta
# Corselete de couro
# Provisões de Viagem (1 semana)

# Especial: Cavalo de apresentação - ARNGRIM

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